SEÇÃO 0
Introdução
Índice
Introdução......................................................................................... 0-1
TÉCNICAS DE REPARO............................................................... 0-1
Prefácio.......................................................................................... 0-2
Como Usar os Procedimentos de Diagnóstico.............................. 0-4
Acrônimos e Definições.................................................................... 0-6
Introdução
Nota: As descrições e especificações contidas neste manual estavam em vigor no momento
em que este manual foi aprovado para publicação. Ford Motor Company se reserva
o direito de a qualquer momento descontinuar modelos ou alterar especificações ou
projeto sem aviso e sem incorrer em obrigações.
TÉCNICAS DE REPARO
Métodos e procedimentos de serviço apropriados são essenciais para a operação segura e
confiável de todos os veículos motorizados, assim como a segurança pessoal do indivíduo que
executa o trabalho. Este manual fornece instruções gerais para a realização de serviços com
técnicas testadas e eficazes. Segui-las ajudará a assegurar a confiabilidade.
Há numerosas variações em procedimentos, técnicas, ferramentas e peças para a realização
de serviços em veículos, assim como na habilidade do indivíduo que realiza o trabalho. É
impossível para este manual antecipar todas essas variações e fornecer aconselhamento
ou precauções para cada uma delas. Dessa maneira, qualquer pessoa que se desvie das
instruções fornecidas neste manual deverá primeiro se certificar de que não comprometerá
sua segurança pessoal ou a integridade do veículo por sua escolha de métodos, ferramentas
ou peças.
NOTA, AVISO, ATENÇÃO E CUIDADO
Ao longo da leitura deste manual, você poderá encontrar indicações de NOTA, AVISO,
ATENÇÃO ou CUIDADO. Cada uma delas está ali com uma finalidade específica. Uma
NOTA chama atenção para uma informação exclusiva, adicional ou essencial relacionada ao
procedimento do assunto. Um AVISO ou ATENÇÃO identifica um risco que poderia resultar em
dano ao veículo. Um CUIDADO identifica um risco que poderia resultar em ferimento pessoal
ou morte para você mesmo ou outras pessoas. Algumas advertências gerais do tipo CUIDADO
que você deverá seguir quando trabalhar num veículo estão relacionadas abaixo.
•
USE SEMPRE ÓCULOS DE SEGURANÇA PARA PROTEÇÃO OCULAR.
•
MANTENHA SOLVENTES AFASTADOS DE FONTES DE IGNIÇÃO. SOLVENTES PODEM
SER INFLAMÁVEIS E PODEM ENTRAR EM IGNIÇÃO OU EXPLODIR SE NÃO FOREM
MANUSEADOS CORRETAMENTE.
•
USE CAVALETES DE SEGURANÇA SEMPRE QUE UM PROCEDIMENTO REQUERER
QUE VOCÊ SE POSICIONE SOB O VEÍCULO.
•
ASSEGURE-SE QUE O INTERRUPTOR DE IGNIÇÃO SEMPRE ESTEJA NA POSIÇÃO
DESLIGADA (OFF), A MENOS QUE REQUERIDO DE OUTRA MANEIRA PELO
PROCEDIMENTO.
Introdução
•
APLIQUE O FREIO DE ESTACIONAMENTO QUANDO TRABALHAR NO VEÍCULO.
SE EQUIPADO COM UMA TRANSMISSÃO AUTOMÁTICA, COLOQUE-A NA MARCHA
PARK (ESTACIONAMENTO) A MENOS QUE INSTRUÍDO DE OUTRA MANEIRA PARA
UMA OPERAÇÃO ESPECÍFICA. SE EQUIPADO COM UMA TRANSMISSÃO MANUAL,
ELA DEVERÁ ESTAR EM MARCHA À RÉ (MOTOR DESLIGADO) OU PONTO MORTO
(MOTOR LIGADO), A MENOS QUE INSTRUÍDO DE OUTRA MANEIRA PARA UMA
OPERAÇÃO ESPECÍFICA. COLOQUE BLOCOS DE MADEIRA (4 X 4 POL. OU MAIORES)
OU CALÇOS DE RODA CONTRA AS SUPERFÍCIES DIANTEIRA E TRASEIRA DOS
PNEUS PARA AJUDAR A PREVENIR QUE O VEÍCULO SE MOVA.
•
OPERE O MOTOR SOMENTE NUMA ÁREA BEM VENTILADA PARA EVITAR O PERIGO
DE ENVENENAMENTO POR MONÓXIDO DE CARBONO.
•
MANTENHA VOCÊ E SUAS ROUPAS AFASTADOS DE PEÇAS MÓVEIS QUANDO O
MOTOR ESTIVER EM FUNCIONAMENTO, ESPECIALMENTE AS CORREIAS DE
ACIONAMENTO.
•
PARA PREVENIR QUEIMADURAS GRAVES, EVITE CONTATO COM PEÇAS
METÁLICAS QUENTES COMO O RADIADOR, COLETOR DE ESCAPAMENTO, CANO
DE ESCAPAMENTO, CONVERSOR CATALÍTICO DE TRÊS VIAS E SILENCIOSO.
•
NÃO FUME ENQUANTO TRABALHAR NUM VEÍCULO.
•
PARA EVITAR FERIMENTO, SEMPRE REMOVA ANÉIS, RELÓGIOS DE PULSO, JOIAS
E BIJUTERIAS PENDURADAS SOLTAS, BEM COMO ROUPAS LARGAS ANTES DE
COMEÇAR A TRABALHAR NUM VEÍCULO.
•
QUANDO FOR NECESSÁRIO TRABALHAR SOB O CAPÔ, MANTENHA AS MÃOS E
OUTROS OBJETOS AFASTADOS DAS PÁS DA VENTOINHA DE ARREFECIMENTO!
Prefácio
Este manual fornece uma abordagem passo a passo para diagnosticar os sintomas de
dirigibilidade, emissões e do sistema de controle do trem de força. Antes de iniciar a diagnose,
pode ser útil consultar quaisquer informações dos Boletins Técnicos de Serviços (TSBs) ou
do Sistema de Informações Automotivas On-line de Serviços (OASIS) quando isso estiver
disponível. As informações de TSB/OASIS estão disponíveis nos websites da Professional
Technical Society (PTS) ou da Motorcraft®.
Este manual é usado em conjunto com os Manuais de Oficina e Esquemas Elétricos. Os
Manuais de Oficina fornecem informações adicionais de diagnóstico ou remoção e instalação de
componentes. Consulte os Manuais de Esquemas Elétricos específicos quanto a informações
da fiação, componentes, conectores e localização de emendas específicos do veículos.
Introdução
A seguir é apresentada uma descrição das informações contidas em cada seção deste manual.
Seção 1: Descrição e Operação
Esta seção contém informações de descrição e operação sobre sistemas e componentes de
controle do trem de força e fornece ao técnico um conhecimento geral do sistema de controle
do trem de força. Use esta seção quando desejar informações gerais a respeito do sistema de
controle do trem de força.
Seção 2: Métodos de Diagnóstico
Esta seção contém informações sobre tarefas de diagnóstico específicas que são usadas
durante a diagnose. São incluídas descrições de métodos de diagnóstico específicos, assim
como instruções detalhadas sobre como obter acesso ou efetuar as tarefas.
Seção 3: Tabelas de Sintomas
Toda a diagnose começa na Seção 3, Teste Rápido do Módulo de Controle do Trem de Força
(PCM). Se o Teste Rápido do PCM for completado e nenhum código de diagnóstico (DTC)
for recuperado, o técnico será direcionado ao Índice das Tabelas de Sintomas Sem Nenhum
Código de Diagnóstico (DTC) Presente (consulte a Seção 3 para detalhes). O Índice das
Tabelas de Sintomas Sem Nenhum Código de Diagnóstico (DTC) Presente contém a lista
de sintomas apresentados neste manual, e direciona o técnico para a tabela apropriada nas
Tabelas de Sintomas Sem Nenhum Código de Diagnóstico (DTC) Presente. Se nenhum DTC
do PCM estiver presente e o sintoma do veículo não estiver relacionado no Índice das Tabelas
de Sintomas Sem Nenhum Código de Diagnóstico (DTC) Presente, o técnico deverá consultar
a seção apropriada do Manual de Oficina para continuar a diagnose.
Seção 4: Sub-rotinas de Diagnóstico
Esta seção contém os Procedimentos de Diagnóstico e as Tabelas e Descrições dos Códigos
de Diagnóstico de Falhas (DTCs).
Seção 5: Testes Pinpoint
Todos os testes pinpoint são incluídos nesta seção. Nunca entre em um teste pinpoint a menos
que seja direcionado para lá. Quando direcionado para um teste pinpoint, sempre leia as
informações incluídas no início do teste pinpoint.
Seção 6: Valores de Referência
Esta seção contém as tabelas de Valores de Referência de Diagnóstico Típicos.
Introdução
Como Usar os Procedimentos de Diagnóstico
•
Use as informações a respeito de problemas de dirigibilidade ou emissões do veículo para
tentar verificar/recriar o sintoma. Procure por quaisquer modificações do veículo ou itens
instalados pós-venda que possam contribuir para o sintoma. Uma verificação de quaisquer
TSBs ou mensagens de OASIS aplicáveis poderá ser útil, caso essa informação esteja
disponível.
•
Vá para a Seção 3, Teste Rápido do Módulo de Controle do Trem de Força (PCM). Efetue
as etapas do Teste Rápido do PCM.
•
Se o Teste Rápido do PCM for completado e nenhum DTC for recuperado, vá para o Índice
das Tabelas de Sintomas Sem Nenhum Código de Diagnóstico (DTC) Presente.
•
Selecione o sintoma que melhor descreve o sintoma do veículo (para múltiplos sintomas
selecione aquele que for mais evidente). Vá para as Tabelas de Sintomas Sem Nenhum
Código de Diagnóstico (DTC) Presente conforme indicado. Se nenhum DTC do PCM
estiver presente e o sintoma do veículo não estiver relacionado no Índice das Tabelas de
Sintomas Sem Nenhum Código de Diagnóstico (DTC) Presente, vá para a seção apropriada
do Manual de Oficina para continuar a diagnose.
•
As Tabelas de Sintomas Sem Nenhum Código de Diagnóstico (DTC) Presente contêm
áreas a serem testadas para a diagnose do sintoma do veículo. A tabela é organizada para
colocar os itens de mais alta probabilidade ou mais fáceis de testar em direção ao topo da
tabela. Entretanto, o técnico não é obrigado a seguir essa ordem devido a motivos como
variações no tipo do veículo, histórico de reparo do veículo, ou experiência do técnico.
–
–
Siga as instruções na etapa (incluindo Verificações Preliminares).
–
–
A coluna Sistema/Componente indica as áreas que são testadas. Essa coluna também
pode conter um teste rápido do sistema ou componente.
–
–
A coluna Referência indica aonde ir para os testes do sistema ou componente. Se a
etapa o enviar para uma área específica para a realização de testes (por exemplo,
uma etapa de um teste pinpoint neste manual ou uma seção do Manual de Oficina),
vá para os procedimentos. Siga as instruções fornecidas naqueles procedimentos,
incluindo instruções para outros testes ou seções. Caso encontre um problema, repare
conforme instruído. Caso não encontre problema algum, e a diagnose naquela área
esteja completa, retorne para a Tabelas de Sintomas e continue conforme instruído.
•
Durante a diagnose, caso você seja instruído a testar um sistema/componente inexistente
naquele veículo, vá para a próxima etapa.
•
Se a Tabela de Sintomas Sem Nenhum Código de Diagnóstico (DTC) Presente para o
sintoma do veículo for completada e nenhum problema for encontrado, retorne para o
Índice das Tabelas de Sintomas para abordar o próximo sintoma mais proeminente.
Introdução
•
Depois de qualquer reparo, reconecte todos os componentes e remova qualquer
equipamento de teste. Verifique se o veículo está funcionando corretamente e se o motivo
da reclamação original desapareceu. Se um DTC estava presente, apague os DTCs e
repita o Teste Rápido para verificar o reparo.
•
Se um sintoma for determinado como sendo intermitente, será requerida uma inspeção
visual e física cuidadosa no compartimento do motor de conectores, chicotes de fiação,
linhas de vácuo e componentes. Antes de iniciar uma diagnose aprofundada, dê partida
no motor e chacoalhe fios, bata levemente nos componentes enquanto tenta ouvir alguma
indicação de um problema (como uma alteração da RPM ou uma ativação de relé).
As informações a respeito das condições do motor são armazenadas quando um DTC capaz
de acender a luz de advertência de falha (MIL) é registrado. Essa informação é chamada
dados do quadro capturado e pode ser útil para diagnosticar problemas intermitentes. Para
informações adicionais, consulte a Seção 2, Dados do Quadro Capturado.
Acrônimos e Definições
Nota: Esta relação de acrônimos e definições contém termos técnicos aplicáveis a produtos da
Ford Motor Company. Ela não pretende ser um dicionário abrangente de componentes
e suas funções. Caso queira uma descrição detalhada de um sistema ou componente
particular, consulte a seção aplicável dentro deste Manual PC/ED ou consulte o Manual
de Oficina para informações adicionais relativas ao veículo específico sendo reparado.
AAT: Temperatura do Ar Ambiente
ABS: Sistema de Freio Antibloqueio
ACT: Temperatura do Ar da Sobrealimentação
A/C: Ar-condicionado
APP: Posição do Pedal do Acelerador
A/T: Transmissão Automática
BARO: Pressão Barométrica
BPP: Posição do Pedal do Freio
CAC: Resfriador do Ar de Sobrealimentação
CAN: Rede de Área do Controlador
CARB: California Air Resources Board (Conselho de Recursos Atmosféricos da Califórnia)
CCM: Monitor Abrangente de Componentes
CKP: Posição da Árvore de Manivelas
DLC: Conector de Transmissão de Dados
DTC: Código de Diagnóstico de Falha
ECT: Temperatura do Líquido de Arrefecimento do Motor
EEC: Controle Eletrônico do Motor
EEPROM: Memória Somente Leitura Eletronicamente Apagável e Programável
EMD: Diagnóstico do Fabricante do Motor
EMI: Interferência Eletromagnética
FLI: Entrada de Nível de Combustível
FMEM: Gerenciamento de Efeitos de Modo de Falha
FP: Bomba de Combustível
FRP: Pressão do Distribuidor de Combustível (Rail)
FRT: Temperatura do Distribuidor de Combustível (Rail)
FSS: Sensor de Velocidade da Ventoinha
Acrônimos e Definições
GPCM: Módulo de Controle das Velas de Aquecimento
GVWR: Peso Nominal Bruto do Veículo
HO2S: Sensor de Oxigênio Aquecido
IAT: Temperatura do Ar da Admissão
IAT2: Temperatura do Ar da Admissão 2
ISO: Organização Internacional para Padronização
KAM: Memória Permanente
KAPWR: Alimentação Permanente
km/h: Quilômetros por hora
KOEO: Chave Ligada Motor Desligado
KOER: Chave Ligada Motor em Funcionamento
kPa: Quilopascal
L: Litro
lb-ft: Libras de Força por Pé
MAF: Fluxo de Massa de Ar
MAP: Pressão Absoluta do Coletor de Admissão
MIL: Luz de Advertência de Falha
MPH: Milhas por Hora
OASIS: Informações de Serviços Automotivos On-line
OBD: Diagnóstico de Bordo
OD: Overdrive
OSC: Controle do Estado de Saída
OSR: Prontidão do Sistema de Bordo
PATS: Sistema Antifurto Passivo
PCM: Módulo de Controle do Trem de Força
PID: Identificação de Parâmetro
PTO: Tomada de Força
PTS: Professional Technician Society (Sociedade Técnica Profissional)
PWM: Modulação por Largura de Pulsos
RAM: Memória de Acesso Aleatório
Acrônimos e Definições
RFI: Interferência de Frequência de Rádio
ROM: Memória Somente Leitura
RPM: Revoluções por Minuto
SAE: Sociedade de Engenheiros Automotivos
TC: Turboalimentador
TCM: Módulo de Controle da Transmissão
TSB: Boletim Técnico de Serviços
VECI: Informações do Controle de Emissões do Veículo
VID: Identificação do Veículo
VIN: Número de Identificação do Veículo
VSS: Sensor de Velocidade do Veículo
WIF: Água no Combustível